28.3.12

BOA LEITURA (2)

Olá pessoal!

Hoje trago outro texto do nosso amigo Vicente Reis. Quem perdeu o primeiro post pode conferir em Boa Leitura (1). Hoje o Vicente nos traz sua versão sobre o amor.


Amor

    Sempre desabafei minhas angústias escrevendo e-mails. Sempre deixei aflorar tudo que eu sinto em cartas, e-mails, mensagens e muitos destes nunca foram enviados. Foram tantas as cartas e mensagens que escrevi desde que criei uma curiosidade por amar… tantos amores platônicos, que eu julguei serem tão sofridos… até conhecer os amores reais. Esses são muito mais sofridos. Esquecer algo que nunca esteve ao seu lado, nunca fez parte de sua vida, é fácil! Mas esquecer um sorriso dado após um beijo, esquecer a respiração de quem se ama numa fala preguiçosa pela manhã, é muito difícil!

    E eu notei algo sobre o amor. Não se trata de uma série de coisas que imaginamos. O tempo não define o amor, grandes atos não definem o amor, extravagâncias, loucuras, flores no campo, um por do sol, não, isso não é sobre amor. Isso pode fazer parte, mas não é disso que o amor se trata.

    Passar anos ao lado de alguém, dar presente todo mês em aniversário de namoro, lembrar de todas as datas, ser capaz do ridículo por essa pessoa, abrir mão de tudo, ser sempre romântico, saber que a pessoa te corresponde, viver a dois, somente vocês dois, fazer planos para o futuro, conversar sobre os filhos que terão, sobre a casa que terão, sobre as futuras reformas, sobre a velhice! Até parece que isso é sobre amor. Não. Não é.

    Não que pessoas que se amem, verdadeiramente se amem, não possam fazer isso, mas isso não é o que define esse sentimento.

    As demonstrações mais lindas de amor podem acontecer em qualquer lugar, a qualquer momento. O gostoso de tudo é que a vida nunca te dará um dica de quando vai acontecer. O amor não acontece quando você quer, quando ou onde você achar que deveria. Vem como uma surpresa.

    Às vezes, vivemos experiências completas, longas relações, convivência, planos, projetos e isso tudo não te ensina o que é amor plenamente. Mas um encontro aleatório em um momento aleatório, rápido feito um relâmpago, pode te fazer entender perfeitamente do que isso se trata.

    O amor está em pequenos gestos, em um sorriso, dado de graça, sem expectativas, em um olhar de entrega. O amor está em um toque correspondido com paixão. O amor está em se importar com o outro, em dar-se de graça a essa pessoa. Não se deve abrir mão de nada por quem se ama, o amor não lhe cobra nada, sua vida não deve perder nada, deixar de ser o que era, o amor só a torna mais alegre. Loucuras de amor muitas vezes são atos egoístas! Existem atos muito mais sinceros para demonstrar o que se sente. E quando preciso, o amor está em deixar a pessoa ir, sem questionar.

    Se você realmente se importa com alguém, você jamais fará nada para machucar essa pessoa, jamais cobrará nada, jamais podará sua liberdade ou deixará a pessoa ser responsável por você, por sua felicidade,jamais fará algo esperando algo em troca.

    No momento de partir, deixe ir, não fazer um escandalo, não chorar, não brigar, não quer dizer que aquilo não é importante. No momento de partir, sorria, mostre o que você sente, o que você está sentindo, da forma mais sincera. Continue desejando bem a quem se ama. Isso não é abrir mão, não é ficar sem fazer nada, impotente, isso é mostrar que você se importa, realmente.


Originalmente postado em Ruim com Elas - Veio na cabeça - Amor 


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